Eu

Projeto final e todo o resto

Acabei o projeto final, como os amigos sabem. E o povo até gostou. E eu fico toda boba, lógico. Vejam só a notícia que saiu no Século Diário:

Fortalecendo identidades com a gastronomia
Vítor Lopes

Nota 10. Foi com essa avaliação que Joana Pelerano se formou em jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo. O tema do seu trabalho final mexe com a vida de todo mundo. No centro do debate, a culinária e a sua relação com o jornalismo e a sociedade.
Joana, que não sabe cozinhar pratos refinados, começou a se interessar pela gastronomia enquanto texto e idéia há pouco tempo. Ao começar o estágio num jornal que tem um caderno específico da área, se apaixonou pelo tema.
Chegar ao trabalho de conclusão do curso de jornalismo foi fácil. "O Apetite das Palavras: Um Ensaio Sobre Jornalismo e Gastronomia". Com esse título, Joana apresenta um ensaio praticamente inédito no Estado. No primeiro capítulo do trabalho, Joana apresenta a história da gastronomia no ocidente, desde a pré-história até o processo de globalização sofrido por toda a sociedade.
Após essa breve introdução, a autora discorre sobre o seu objeto de estudo. "Uma das coisas mais interessantes no meu estudo foi ver a importância que a gastronomia tem na formação da identidade de todas as sociedades", comenta.
Como exemplo, Joana cita as pessoas adeptas do slow-food (comida lenta, o contrário de fast-food. O slow-food presa pela qualidade dos alimentos) e os vegetarianos. Segundo a autora, as pessoas que são simpatizantes desses dois tipos de conduta alimentar criam novos grupos sociais.
"A comida, nos dias de hoje, também serve para fortalecer as identidades nacionais. Como a França não apoiou totalmente a invasão norte-americana ao Iraque, alguns restaurantes do Estados Unidos proibiram o uso da expressão french-fries para designar batata-frita em seus cardápios. É o poder por meio da comida".
Ainda consta nos estudos da estudante o modo como o jornalismo incentiva o diálogo da sociedade a respeito da gastronomia. "E isso vem muito por conta da autoridade cedida aos jornalistas. Quando as revistas e os jornais passaram a noticiar, das mais variadas maneiras, diversos aspectos dos vinhos, as pessoas que começaram a saber mais sobre o tema apresentavam uma certa ascensão social", analisa.
O fenômeno do fast-food, de acordo com Joana, também esticou suas garras na globalização. O ritmo frenético de produção de algumas redes de restaurantes passou a ditar o modo de atendimento de livrarias e de sistemas médicos, por exemplo. É a McDonaldização da sociedade.
E os crescentes problemas que tais comportamentos que contagiam as sociedades do primeiro mundo por conta da necessidade de encurtar o tempo das refeições acabam sendo repetidos por países subdesenvolvidos. "Mas no Brasil, há um ponto positivo que foi a criação dos self-service. Comida rápida, mas de boa qualidade", conclui Joana.

3 comentários:

Anônimo disse...

O trabalho ficou tão bom e deu tanta fome na platéia que não teve jeito: só indo no Oriundi e comendo aquele maravilhoso risoto de shitake com filé para terminar a sessão. E com direito a prato de louça como lembrança.
Parabéns mais uma vez, Jojo. Você merece!
Mel

joana pellerano disse...

Brigada!

Anônimo disse...

Meu .. nem te conheço, mas nessa parada acidental por aqui, atrevo-me a dizer que virei teu fã ! ^^

=**

Celso

P.S.: graças a lida de ontem no teu blog, me vi sucumbir à tentação de ir pra cozinha fazer brownie com geléia de amora, e creme de cebola com erva doce. Detalhe: isso tudo pra janta, mas feito às 16 hs, de tanta vontade de cozinhar q me deu. HUEAHE ...