Miojo - o alimento de hoje para o novo milênio



Não ri, não! Esse é o slogan da Nissin Miojo Lámen, a marca original do macarrão instantâneo, aquela pioneira que deu o nome miojo à tal iguaria. E, como quem gosta de miojo come o original, não aceita genérico (bom, ´só quando a grana tá curta...), é a empresa que merece nossos respeitos. O alimento de hoje para o novo milênio. Pois é.
Quem entra desavisado no site da Nissin não imagina as surpresas que lá estão reservadas. Há uma instrutiva sessão de perguntas e respostas que incluem por que o molho é tão salgado (não é, eles dizem), se o molho contém conservantes e do que ele é feito (não contém, dizem eles, e é feito dos ingredientes naturais mais puros e saudáveis que existem), por que o macarrão é ondulado (alguém realmente quer saber isso?) e outras mais.
Também tem a explicação da logomarca da Nissin ("O logotipo está inserido em um semicírculo vermelho que traz três significados básicos: o primeiro é que o semicírculo representa a metade do mundo, indicando a postura internacional da Nissin. O segundo, é uma analogia a um sorriso, simbolizando a felicidade que a empresa pretende proporcionar. O terceiro, é o significado mais simples do semicírculo, ele se parece com uma tigela, recipiente utilizado para servir o macarrão instantâneo em seu país de origem, o Japão"), poesia pura.
E há história. O primeiro macarrão instantâneo foi sucesso porque o lámen era considerado um item de luxo nos restaurantes japoneses. O sr. Momofuku Ando, dono da empresa, ganhou rios de dinheiro depois de 1958, quando começou a fabricar um macarrão com 1/6 do custo do macarrão normal. De lá pra cá, dez anos, e começamos a comer o miojão pra não parar mais.
Companheiro fiel dos solteiros que moram sozinhos, o miojo foi a melhor invenção pra quem tem pouco tempo e estômago de avestruz. Mas até a questão do tempo é discutível. Uma amiga minha sempre fala que, se se pode comer um macarrão de verdade em nove minutos, por que comer um de mentira em três? Esperar seis minutos a mais compensa, ela fala. Mas às vezes o desejo bagaceira - aquele que nos leva direto ao sonho de padaria na lanchonete da rodoviária e ao biscoito de isopor - fala mais alto, e nos entregamos felizes e irresponsáveis à frase "que vontade de comer um miojo!".
Sem entrar em méritos de qual é o mais gostoso (galinha caipira), mais aproveitável em receitas (vegetais) e mais nojento (quatro queijos), vamos às receitas. A oficial é a seguinte: "Ferva 450 ml. Junte o macarrão e cozinhe por 3 minutos. Apague o fogo e misture o tempero. Se desejar, adicione verduras a gosto (essa é aquela clássica frase pós-Super Size Me pra depois dizer que eles incentivam o consumo de vegetais saudáveis junto à junkie food)". Daí o céu é o limite. Ficou com vontade? Então, toma:
Especial Miojo do Panelinha - mil receitas
Especial Miojo do Panelinha, parte 2 - mil, oitocentas e duas receitas
Especial do Velotrol - receitas do dono
Especial do Velotrol, parte 2 - receitas dos leitores

Nenhum comentário: