Meio elfo, meio calabresa


Poucas coisas são mais bonitas de se ver do que alguém cortando uma fatia de pizza e o queijo esticaaaaaaaar até cair no prato... E poucas coisas são mais simples e mais deliciosas do que comer a tal fatia. Nham, pizza.

O Brasil é a terra da mistura, coisa que brasileiro gosta é de colocar um punhado de coisas juntas e transformar tudo numa delícia. É um tal de arroz com feijão, macarronada com frango, queijo com goiabada, uísque com guaraná... Com pizza não é diferente. Uma vez eu vi um chef de Nova York se perguntar na televisão se havia um limite de ingredientes pra que uma pizza ainda pudesse ser considerada pizza. Ele estava fazendo uma de alcachofra com frutos do mar e mais uns 45 ingredientes, bem à brasileira. Se pizza só pudesse ser chamada de pizza se tivesse limite de ingredientes a gente ia ter que achar outro nome.
Frango com catupiry, por exemplo, só tem no Brasil. Pizza portuguesa, apesar do nome, foi criada aqui. Pizza doce, de brigadeiro, goiabada, morango? Um italiano tem um ataque do coração só de olhar.
E brasileiro também é chegado em quantidade, né? Criou então o rodízio de pizza, a maior prova de que criatividade e olho maior que a barriga é com a gente mesmo. No Roda Pizza, um rodízio de Vitória, tem cem sabores de pizza. Cem. Se você consegue comer dez fatias - o que é um absurdo - vai ter que ir lá uma semana e meia pra experimentar todos. Loucura.
A origem da pizza ninguém conhece com certeza. É quase a história do pão. Dizem que surgiu na Grécia antiga, que foi criada pelos egípcios. Sabe-se lá. Mas a pizza ganhou fama no sul do Itália, onde era feita de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico, sem nenhum molho ou cobertura. Durante muito tempo foi consumida como um sanduíche, dobrada ao meio, e apenas pelos pobres. Era um fast-food de quinta. No século XVI, o prato finalmente chegou à corte de Nápoles, onde ganhou novos sabores e difundiu-se para o resto do mundo.
Dizem até que comer pizza pode reduzir o risco de alguns tipos de câncer. O estudo, realizado pelo instituto farmacológico de Milão (você tinha dúvidas de que o estudo tinha sido feito na Itália?), foi feito com mais de três mil pessoas que sofriam de algum tumor no aparelho digestivo ou na garganta. Foram analisados seus hábitos alimentares, comparando-os depois com outras quase 5 mil pessoas que sofriam de outras doenças.
A conclusão foi a seguinte: quem consome pizza uma ou várias (várias, várias!!!) vezes por semana sofre menos de câncer do que quem nunca come. Os riscos de um tumor na boca, no esôfago e no cólon diminuem respectivamente 34%, 59% e 26%.
Definitivamente, não há porquê não comer pizza. É bom pra saúde e gostoso. Engorda, é bem verdade, mas já até existem versões light. Sem desculpas: coma a sua agora.

Se animou?
Massa Básica
Pizza de Rúcula com Tomate Seco
Pizza Portuguesa
Pizza Marguerita
Pizza de Frango com Catupiry
Pizza de Brigadeiro

Um comentário:

Anônimo disse...

Olá! Obrigada pela visita ao meu modesto blog. Não resisti e vim espreitar o teu :) Abraços!

F.
http://desconcertodomundo.blog-city.com