Batata frita

Ok, você venceu, batata-frita

Quando eu era pequena um dos meus pratos preferidos era bife com batata-frita. O seu também? Criança não tem mesmo muita imaginação. Nem coragem, não come e não gosta, se apega ao seguro. E bife com batata-frita não tem erro. Jamais conheci alguém que não gostasse.
Mas quando as pessoas crescem (bom, a maior parte delas) a tendência é abrir a cabeça, provar antes de não gostar, aumentar o repertório. Mas a memória volta e meia implora por uma batatinha. Aí, já viu, é ok, você venceu. Não é à toa que é o petisco mais clássico desde boteco até pub.
São as crianças dentro da gente que mandam, conservadoras, e nós pedimos a porção de fritas, após examinar calmamente as opções do cardápio, considerar uma ou outra, até pedir outra coisa, mas acompanhar com as batatinhas.

Pode-se até ver quão caro é um bar só pelo preço do petisco. Já reparou? Aqui em Vitória se a porção custa até R$ 5 é boteco. Até R$ 7, R$ 8 é pagável, mas em época de salário baixo já não se vira freqüentador. Mas do que isso, já era. Um ótimo termômetro.
O problema é que inventaram um troço chamado colesterol alto. Aí a gente começa a pensar nas artérias, repensar as calorias, recusar a pobrezinha. Comer com culpa faz mal, é um desrespeito com a mãe dos tira-gostos. Então eu guardo pras ocasiões especiais, e aí como com gosto. Poucas coisas de comer são melhores. E a Joana criança morre de rir, satisfeita: "só faltava uma baré!".



Receitinha:
Corte as batatas, seque-as em papel absorvente e reserve. Coloque o óleo para ferver, quando estiver bem quente, retire meia xícara (de chá) do óleo quente e misture meia colher (de sopa) de amido de milho. Despeje o óleo de volta na frigideira e em seguida coloque as batatas para fritar. Retire, deposite sobre papel absorvente e salgue a gosto. Elas ficarão super sequinhas.

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