Besote, tannat

Uruguai pra mim tem gosto de tannat. Cheiro de churrasco na parrila, preço de um prato de self service, som de canções um pouco bregas em espanhol e conversas internacionais no albergue. Mas gosto de tannat. Cor quase púrpura, bem escura, toque ácido, forte. Gosto... bom, você já sabe.
Meu primeiro tannat foi no Uruguai mesmo, onde deve ser, dizem, em pleno Mercado del Puerto, num verão que não pedia tinto, numa hora da tarde que não pedia o bife ancho que acompanhou a taça. Experiência toda errada que deu certo e ficou na memória como um daqueles momentos felizes que a gente reclama não ter com mais frequência.
Tô falando disso por quê? Porque hoje eu bebi um tannat. Não o fazia há anos, e mal sabia o quanto de saudade eu sentia. Lembrei do tal momento e queria te contar.
O nome do tal era Traversa Gran Reserva Roble Tannat 2005. Não é assim a oitava maravilha. Mas me deu de presente um sorriso nessa quinta-feira à tarde. O bastante, na minha modesta opinião.



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