Sempre teremos Bohumin

Enquanto eu estava viajando por aí eu fui parar na República Tcheca. Explico: o namorado fez intercâmbio lá e quis me levar. Na chegada já classifiquei essa sua escolha como boa. Praga é linda, tem aquele clima que a gente espera da Europa, uma espécie de elegância decadente.
Só que ele não morou em Praga. E nós subimos num trem para o leste em direção da Polônia.
Quando chegamos a Bohumin, a opinião sobre a escolha evoluiu. É mais fácil se sentir num país diferente quando você tem a chance de entrar na vida desse país, e não só correr por fora tentando acompanhar a rota albergue-ponto turístico-metrô-restaurante que o guia indicou.
Morar numa cidade tão pequena (menos de 23 mil habitantes) deve ser difícil, mas para nós, hóspedes paparicados, foi excelente.
É mais fácil entender que tal é essa gente quando num diazinho bem tranqüilo, de sol, eles te convidam pra um churrasco, que na República Tcheca significa salsicha no espeto e espeto no fogo. Para acompanhar, mostarda e pão. E para refrescar, pivo, cerveja. Se sentir parte de alguma coisa é bem mais divertido...
Já que a vida andava tão difícil, decidimos esticar até Ostrava para conhecer Stodolni Street, famosa rua boêmia (morávia?) que reúne 60 bares. Imagina só 60 bares cheios de gente linda, loira e extremamente barulhenta e animada. Um pouco mais daquela ótima cerveja para alegrar o coração, meio litro de cada vez, e lá estávamos nós cambaleando em busca de um podrão de responsa que ajudasse a manter a sobriedade na bagagem. Esse sanduíche de frango, repolho, tomate e pepino resolveu bem o problema.
Desnecessário dizer que eu recomendo uma visita a todos esses lugares. Isso é o bom da Europa, meus amigos, não adianta negar: ali do lado sempre tem coisas novas para te surpreender. E nem precisa procurar muito. É só não deixar a Torre Eiffel desviar a sua vista.

Nenhum comentário: