Ta-ta-tapioca

Sabe aquela música que fala que quem vai a Bahia muita sorte teve, tem e terá? Pois é. No meu hotel em Salvador tinha um tipo excepcional no café da manhã: a mulher da tapioca.Ela não era simpática, ou sorridente. Era bem formal e usava até uma gravatinha borboleta. Mas fazia uma tapioca de matar. Fazia também omeletes, mas eu tenha pena do bobo que trocava a tapioca por coisa tão corriqueira.
Na chapa quentíssima, a moça jogava beiju, aquela farinha grossa chamada fécula de mandioca ou polvilho doce, que coagula e se une toda quando aquecida. Aí virava e recheada com o que seu mestre mandasse: queijo, presunto, coco, leite condensado. Provei todas as combinações até decidir que minha tapioca preferida era a de coco com leite condensado, quase um cuscuz express.
Voltei triste de deixar a Bahia, e logo me batei a saudade daquela açucarada tapioca matinal. Acho que vou tentar fazer em casa...



3 comentários:

Mariana disse...

A minha lua de mel foi em Recife e tinha uma senhorinha bem como vc descreveu fazendo tapioca, uma delicia.

Nalyanne disse...

Tapioca é muito bom, mas prefiro Beiju. Principalmente salgado, E minha vó faz um que é uma delicía. Parabéns pelo post, gostei muito.
A proposito, sou nova leitora do blog. E vou dar uma espiadinha a mais.

Beijocas ô/

joana pellerano disse...

Ô, Nalyanne, que beleza! Volte sempre.
Um abraço.