E uma bacia de lámen

Quando você ouve falar de uma comida nova duas vezes na mesma semana, é hora de prová-la. E quando você ouve alguém martelando na sua cabeça sobre uma comida nova duas vezes por semana, toda semana, passou da hora. O Sandro, da pós, vem elogiando as propriedades restaurativas do lámen há tempos, e finalmente ele e outros coleguinhas me arrastaram até à Liberdade (pausa para apreciar esse comentário: arrastar alguém até a liberdade...).
O lugar do lámen, segundo recomendava a Paula, era o Porque Sim. Restaurante embaixo e karaokê em cima, e com um nome desses? Aí disse Paula que o dono, quando perguntado do porquê do nome, respondia um "por que não?". Já gostei.
Fomos atendidos por um faixa preta em defesa pessoal, que anotou nossos lámens em seu caderninho e aprovou nossa inclinação pela cabeça de alho frito com pasta de soja.
Logo eu tinha uma bacia fumegante de sopa com macarrão e coisinhas coloridas embaixo do meu nariz, além de hashi e concha de madeira pra atacar. Amor à primeira colherada. Trata-se de um caldinho de shoyu ou missô com macarrão, algas, ovo cozido e fatias de lombo e de peixe prensado branca e rosa, batizada kamaboko. Quentinho e saboroso, o lámen espanta o frio e a lembrança de que alguma coisa feia ou injusta existe nesse mundo. E sem a costumeira facada final tipicamente paulista que te arranca dessas sensações boas: a conta no Porque Sim é inversamente proporcional ao tamanho do tigelão de lámen saboreado.
Como se não bastasse, a casa ainda conta com um programa de fidelidade. Cada prato vale um ponto, e quanto mais pontos, melhores os prêmios. Tô de olho numa churrasqueira elétrica. E com a cabeça mergulhada naquela bacia de caldinho restaurativo. Se eu volto no Porque Sim? Por que não?

2 comentários:

Evelize disse...

gostei tanto que indiquei o post no twitter. falando nisso, vc tá no twitter? beijos da fã ;-)

joana pellerano disse...

Brigada, mocinha! E estou, por sua culpa. http://twitter.com/joanapellerano