I love grapes, ou um comentário sobre as fantásticas fábricas de chocolate

"Everything in this room is eatable. Even I'm eatable. But that is called cannibalism, my dear children, and is in fact frowned upon in most societies." - Willy Wonka


Eu sei que estou um tanto atrasada neste assunto, mas acabei de reassistir a versão dois da Fantástica Fábrica de Chocolate, e fiquei com vontade de dividir minha opinião com vocês. Eu, cá entre nós, gosto das duas. Mas reconheço que a nova versão, do Tim Burton, é melhor em tudo, com exceção das músicas e do Willy Wonka. Não me leve a mal, eu também adoro o Johnny Depp como qualquer garota, mas Gene Wilder faz um melhor trabalho ao retratar o chocolatier perturbado, insano até, que quer ver criancinhas se dando mal.
Outro ponto alto da primeira versão são os Oompa Loompas, com sua cor laranja bronzeamento artificial e suas musiquinhas grudentas. No filme novo, as canções anos 70 não são tão divertidas, mas se redimem nas dancinhas, com menção honrosa para o nado sincronizado no rio de chocolate.
Mas a verdade inegável - comum a todo homem, mulher e criança que assiste a qualquer dos dois - é que essas fantásticas fábricas de chocolate fazem o ser humano rever suas prioridades: nada é mais importante que o chocolate. Tenho a impressão que a moral da história tinha também alguma coisa a ver com família e amor, mas eu me distraí comendo um bombom.









PS - A genial frase que batiza esse texto é dita no filme dois pela avó de Charlie. Todos se surpreendem quando o vovô Joe diz que trabalhou na fábrica de Willy Wonka, e repetem a afirmação. Menos vó Georgina, que declara seu amor pelas uvas. Sensacional.

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