Mangarito?

Ontem teve a segunda edição do Entre Estantes e Panelas 2, Ingredientes & Territórios. Na mesa, Ana Luiza Trajano, Neide Rigo, Roberta Sudbrack, Roberto Smeraldi e Betty Kövesi. E, na boca, mangarito.
A conversa abordou desde políticas públicas para dar lenço e documento aos alimentos desconhecidos do interior da Amazônia até Arca do Gosto do Slow Food, que quer preservar os ingredientes locais às vias de sumir das mesas. Falou da importância de se pedir as delícias brasileiras pouco conhecidas, os tucunarés e feijões-manteiguinha da vida, em supermercados e restaurantes. Mas volta e meia voltava no bendito do mangarito.
Óbvio que ninguém sabia o que era mangarito, e foi a questão mais aplaudida da rodada de perguntas. Aí soube-se que mangarito é um parente da batata, do inhame e do cará, que dizem ser bem gostoso mas muito "rústico", feioso e difícil de descascar. Por isso, não passa nem perto das prateleiras dos supermercados, e não é produzido em larga escala.
Destinado então ao prato de poucos, o mangarito enfrenta a difícil realidade de quase tudo que o Brasil tem de melhor: bom, versátil, diferente, e destinado a nunca ser conhecido do grande público.
Pertinente no último, a discussão levantou a vontade de se aventurar pelo desconhecido mundo do mangarito, além de olhar com mais carinho para aqueles de sempre destinados a um único papel sem graça, como o chuchu. E me colocou uma pulga atrás da orelha: será que chuchu fica bom cortado palito e frito?


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