Vitória e o gosto adquirido

Antes de começar devo avisar que estou numa fase reclamona, e por isso não devia nem tocar no assunto. Fica então um post proibido para quem anda de bom humor...
Fui pra Vitória no fim de semana, e sair em Vitória me faz sofrer. É uma cidade linda, com muito potencial, mas parece que tem cabeça de burro embaixo de cada estabelecimento comercial. Segue um exemplo.
O Augusto's é um bar no centro, longe da badalação. Bonitinho, com noites de jazz e choro, um tico “alternativo”. Uma boa ideia, certo? Exceto que não é nova, nem mesmo em Vitória. O mesmo lugar, na rua Gama Rosa, já abrigou um outro bar. O Augusto's herdou a localização, a proposta, a decoração, o mezanino, os problemas de acústica e iluminação.
Herdou também umas questões com o atendimento. Ficamos no mezanino e a garçonete se enrolou um pouquinho antes de escalar as escadas. Descobrimos que metade do cardápio estava indisponível. De acordo com a garçonete, nunca foram ofertados desde que ela entrou, há uns três meses. Feito o pedido, este demorou uma bela meia hora se arranjando na cozinha. No meio tempo, pedimos cerveja, que demorou três subidas de escada pra chegar.
Aí chegou nossa batata com tudo em cima (sabe aquelas com queijo, bacon, etc?). E estava ótima. Ótima mesmo, sem enjoar, sem gordura em excesso (dentro do possível, claro). Mas a gente tem que passar por todas essas barreiras pra descobrir, conseguir matar a fome e começar a olhar por lado e ouvir a música com mais benevolência.
O Augusto's acaba resumindo Vitória: é um gosto adquirido. Tem coisa boa lá, mas você vai ter que procurar, arrumar lugar pra sentar, abstrair a conversa da mesa do lado, esperar comida e bebida com bom humor. Mas, no fim, vale a pena. E, sem nem notar, você se pega sentindo uma saudade daquela batata...

6 comentários:

Donna Oliveira disse...

o augustu's é bacanudo. fui semana retrasada e, precisava pedir, no mínimo, umas três vezes até conseguir que chegasse o meu chope. uma pena. como dissemos na mesa: o bom é que gastamos bem menos, já que não bebemos o quanto gostaríamos, huhu.
beijos, jô!

Melissa S. disse...

Aqui em NYC a comida normalmente chega rapido, mas encontrar garcon de mal humor eh item comum oferecido, e nao esta no cardapio.

joana pellerano disse...

Saudades das duas!

Denise Telles disse...

eu fui ao Augusto's pra não voltar mais, mas o que aconteceu por lá tb não é novidade nas terras capixabas: numa certa altura da noite fomos quase delicadamente "enxotados" do bar, pq estavam fechando. Eu não dou conta disso em Vitória minha gente...

joana pellerano disse...

Nossa, Denise, essa situação é mesmo clássica de Vitória. Acho certo o cara ter hora pra fechar, mas tem que ser bem claro com o cliente. Mas não explicar enquanto enxota ele da cadeira...

Denise Telles disse...

Tb acho super justo o cara ter hora pra fechar, mas que não fique fingindo que não está te enxotando enquanto começa a limpar tudo, subir as cadeiras, jogar água no chão (e às vezes no seu sapato boneca de tecido - mesmo que da Renner, han?), acender todas as luzes, mudar o uniforme e ficar te olhando meio de lado enquanto vc pede a saideira só pq está sem graça com a situação...
ihihihihi
;o)