Parques de diversão

Voltei faz pouco dos Estados Unidos, onde fui ser turista com t maiúsculo. E descobri na Flórida que sim, existem atrações mais divertidas que os parques da Disney. Aqui de volta à rotina a saudade que eu gosto de ter é dos super hipermercados que ocupam as esquinas norteamericanas.
Cada Walmart, por exemplo, é tão grande que tem planetas orbitando ao redor. Isso além dos milhares de cosméticos, gadgets e comidas a dar com o pau. Cranberries, blueberries, raspberries? Tem. Temperos para chilli? Sim. Maioneses e catchups gigantes, do tipo que você usaria um vidro por ano? Opa! E corredores de comida congelada até onde a vista alcança? Tudo que você sempre sonhou, aquela coisinha impossível que um dia pipocou na cabeça e te fez pensar: "ah, se eu tivesse isso minha vida seria tão melhor...".
É tanta coisa que a vontade era investir numa caixa de isopor e rechear de bagulhos. Ou num frigobar de R$ 80. Mas não era nada comparado ao Whole Foods.
Esse sim proporcionou um senhor sofrimento. Conheço os orgânicos já há uns aninhos e não sabia que havia tanta coisa produzida dessa forma para comprar. Toda espécie de cosmético para tratar dos pés à cabeça, por dentro e por fora.  Iogurte de leite de coco para quem tem alergia à lactose. Massa de panqueca sem glúten. Cereais matinais integrais em tubos de acrílico para você fazer sua própria mistura natureba. O balcão de carnes e peixes tem cortes fresquíssimos e opções marinadas só esperando um espacinho na sua grelha untada com duas gotas de azeite extravirgem.
Na terra da fartura esses complexos da comilança realmente me supreenderam (de novo!) por sua oferta e por seus preços baixíssimos. Faz a gente pensar em quem anda sofrendo para que tudo isso possa ficar à disposição. Mas a verdade é que eu só consegui me atentar para isso bem depois. As distrações são tantas...
Acho até que descobri como Michael Pollan consegue continuar repudiando a forma como o Whole Foods negocia com os produtores (basicamente a mesma forma que qualquer outra grande rede o faz: pressionando pelo menor preço, o que não é bonito e vai contra tudo que a produção orgânica prega). Michael Pollan não pisa num Whole Foods desde 1985. Se um dia desses ele entrar lá, acho que já era...



2 comentários:

Vitor Hugo disse...

"É tanta coisa que a vontade era investir numa caixa de isopor", olha a farofada gringa-internacional. hahahah

No livro do tio Pollan (Manifesta da Comida) mostra fala um pouco sobre essa cadeia produtiva nos EUA. Tudo é relativamente muito barato, principalmente as tranqueiras.

Não quer nem sonhar quando eu for para os EUA… guardar dinheiro! hahahah E depois pedir falência pessoal.

joana pellerano disse...

É de matar, Vitor! Mal posso esperar para voltar :)