Amarguras

Ando lendo sobre escolhas alimentares, entendendo melhor como formamos esse grupo de regras que ditam o que é e o que não é comestível.
O ser humano nasce com poucas prescrições alimentares. Basicamente, gosta de doce e desgosta do amargo. Dizem os cientistas que a língua tem 25 vezes mais capacidade de detectar o sabor amargo que identificar notas de doce, salgado, ácido ou umami. Herança evolutiva: toxinas encontradas na natureza tendem a ter sabor amargo, então era bom perceber esse sinal de perigo rapidamente, antes de ingerir grandes quantidades do veneno.
Por isso que jiló, café sem açúcar, acelga, até alface, geralmente demoram um pouquinho a entrar no cardápio. São gosto adquiridos, precisam de tempo para domar a hostilidade das papilas gustativas. A gente prova um pouquinho, faz cara feia. E às vezes para por aí. Mas se insistir, a cara melhora junto com a sensação que aquele amarguinho vai deixando na boca, realçando os outros sabores, gerando uma experiência mais completa.
Abaixo estão uns vídeos muito interessantes produzidos na época da palestra das chefs Mara Salles e Ana Soares e da nutricionista/blogueira Neide Rigo em evento do caderno Paladar. Tem muitas muitas!) opiniões de gente de todo tipo sobre o incompreendido amarguinho. Pra assistir mastigando um manjericão...






4 comentários:

De gole em gole disse...

Olá Joana, tudo bem?
acabo de descobrir seu blog. Fantástico!!

Tem vindo à Vitória?
Apareça!

Abraço
Gustavo Corrêa

joana pellerano disse...

Oi, Gustavo.
Que bom que gostou! Volte sempre! Não tenho iso com muita frequência a Vitória, mas fico acompanhando as novidades online. Vou acrescentar seu blog na lista de fontes :)
Joana

o Casamento de Evandro e Kenia disse...

Ainda bem que o amargo é gentil né gente?! rsrs

joana pellerano disse...

Pode ser gentil. Mas pode ser um inferno :)