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Qual é o sentido da vida, o universo e tudo mais? Quando o toque do celular martela 24 horas na cabeça, sem a menor conexão com quando o celular realmente está tocando, é hora de parar e voltar nessa questão universal. E eu, por sorte, ganhei uma dessas pausas no espaço-tempo outro dia.
Foi sentada na volta de uma fogueira, fugindo de 9 graus que doíam como 8, e esperando a segunda via de uma sopa. Perdi a primeira versão, mas por sorte a fome do grupo resolveu engrossar o caldo. No restinho da sopa original entrou abóbora com casca e tudo, cenouras e milho na espiga, bem novinhos e macios. Para dar sabor, aparas de ovelha (nota da tradutora: carneiro pra quem mora fora do Rio Grande do Sul) que sobraram do churrasco do meio-dia (nt: hora do almoço, qualquer que seja ela).
Horas. Um cacetinho (nt: pão francês, ou de sal, para os capixabas) surgiu na brasa. E o caldo saiu.
Fui dormir daí a pouco, defumada dos pés à cabeça, a barriga quentinha. Como é bom receber respostas antes mesmo de formular as perguntas. Só para lembrar que de vez em quando pode ser mais fácil...

3 comentários:

Marina Maria disse...

Ei Joana! Então, cheguei aqui pela primeira vez e tive logo que quebrar uma promessa. Eu tinha prometido para mim mesma que ia dar um tempo na assinatura de novos blogs - minha lista do Google Reader está tão cheia que não consigo acompanhar tudo, mas... cheguei no seu blog e não resisti. Adorei! Foi impossível não clicar no link do feed.

Deixe a porta aberta que irei visitar sempre!

beijoca!

joana pellerano disse...

Ô, Marina, que delícia de comentário! Muito obrigada, viu? A porta está abertíssima; é só aparecer.
Beijo.

Melissa disse...

Que inveja dos 9ºC, da ovelha, da fogueira. Feliz por vc ter encontrado o sentido da vida :) Concordo.