Mexilhões

O chef Benny Novak e seu sócio Renato Ades conseguem a proeza de manter três restaurantes que nem parecem filhos dos mesmos pais: o francês Ici Bistrô, o italiano Tappo Trattoria e o americano 210 Diner. Pratos, ambientação e até trilha sonora caprichada te transportam para os países de origem de cada casa sem dar a pista de que os lugares saíram da mesma matriz.
Mas há mais um elemento em comum entre os restaurantes, além da fórmula bem-sucedida: os mexilhões. Eles estão nos três cardápios em receitas de diferentes sotaques.
No Diner, são os estrangeiros thai mussels. Os mexilhões são cozidos com gengibre, manjericão, coentro, pimenta dedo de moça e coentro e fazem bonito mesmo perto dos hambúrgueres gordotes e das fatias de red velvet cake.
Já no Ici, além de escargot, foie gras e cassoulet, tem moules et frites, receita belga que dita cozinhar os mexilhões em caldo com vinho branco, alho-cebola, ervas, salsão, e servi-los com batatas fritas. O contraste do marisco macio com os palitos crocantes só não é melhor que molhar o pão no caldinho que sobra quando todas as cascas já estão vazias.
Mas o melhor de todos, para mim, é a versão italiana do Tappo. Além do vinho e do alho contidos no irmão franco-belga, mexilhões mais graúdos ganham molho de tomate e manjericão. A porção de cozze a la marinara é bem generosa e tem gente que nem dá bola para o resto do cardápio - topa uma bacia de mexilhão com cerveja e sai fora sem um expresso.
Qualquer dos três vale uma experiência mexilhonesca para se lembrar com carinho. Ainda mais se você guardar o seu lugar - seja pela badalação ou pelo tamanho do salão (no Tappo cabem apenas 28), é melhor reservar para evitar esperas chatas.
Mas quer um bônus? Os cardápios estão disponíveis online, preços e tudo. Assim ninguém é pego de surpresa com dinheiro de menos na carteira ou conta bancária. Devia ser regra de ouro de todos os restaurantes...

Um comentário:

Melissa disse...

Quero comer todos os três de café-da-manhã agora! :)