Madalosso: exagero curitibano

Os pratos voam aos milhões (Foto: divulgação)
Curitiba, domingo, 11h. Os 130 garçons do restaurante Madalosso já estão no aquecimento para receber os clientes, separando os utensílios que serão utilizados no almoço: 12 mil copos, 8 mil pratos e 40 mil talheres. As 70 cozinheiras preparam toneladas de refeições com verduras e frangos de produção própria, sempre sob o olhar atento de quem manda no pedaço, dona Flora Madalosso.
Localizado no bairro batizado sugestivamente de Santa Felicidade, mais especificamente na Av. Manoel Ribas, 5875, o Madalosso é um fenômeno. A casa nasceu com 24 lugares e duas bocas de fogão, e cresceu tanto que hoje ocupa absurdos 7.671 metros quadrados de área. Ele é conhecido como maior restaurante das Américas e segundo maior do mundo, dizem que está até no Guinness.
No estacionamento de 29 mil metros quadrados cabem 1.200 carros e mais de 100 ônibus, que trazem milhares de turistas a cada mês. A casa gigantesca tem nove salões que abrigam 1.400 mesas e 4.645 comilões ao mesmo tempo. Vou repetir com mais calma: ao-mes-mo-tem-po. É muita gente se empanturrando junta no rodízio de massas. Dá-lhe canelone, lasanha, espaguete e nhoque. Tem ainda polenta e fígado fritos, radicchio com bacon, frango à passarinho e risoto. São 40 toneladas de frango e 25 toneladas de farinha de trigo por mês, 8 mil ovos por dia nos fins de semana.
Para os curitibanos, o lugar é uma instituição, quase uma unanimidade. Entra e sai ano, eles buscam o Madalosso para almoçar no domingo, festejar aniversário e até celebrar casamento. A comida, que não impressiona os estrangeiros, é exaltada à exaustão pelo povo da Cidade Sorriso. Mas dá pra entender. Pra eles o restaurante tem aquele clima de casa de vó, que você pode ficar sem visitar anos, mas reconhece o tempero quando volta. E uma semelhança indiscutível: de casa de vó a gente nunca sai com fome.

5 comentários:

Flávia Amaro disse...

Sou mineira de Uberlândia e sempre que visito Curitiba faço questão de ir ao Madalosso. Adoro o cardápio, que mesmo para uma vegetariana como é o meu caso é variado. Quando estou lá adoro passear pelas dependências do restaurante, onde é possível encontrar simultaneamente festas de aniversário, casamento, comemorações particulares, etc. E o bairro Santa Felicidade, considerado um bairro gastronômico repleto de restaurantes típicos, de alta gastronomia, etnicos, além de vinícolas e armazéns é riquíssimo em alternativas interessantes, destino de satisfação garantida para os apreciadores de um bom copo e uma boa mesa.
Parabéns pelo blog, já o acompanho há algum tempo.
Abraços

joana pellerano disse...

Oi, Flávia,
Obrigada pelas dicas adicionais, pela visita e pelo elogio.
Abraço,
Joana

Eu Mulher disse...

Oi Joana!

Eu e meu esposo já estivemos no Madalosso. Realmente é uma estrutura magnífica! Eu fiz um tour de tão grande que é tudo por lá. A comida é divina... só lembro da polenta frita que tanto amo... e para terminar... petit gateau.

Adorei seu texto explicando um pouco mais do que eu sabia.

Beijão

joana pellerano disse...

Que bom que gostou, Ana! Volte sempre :)

Anônimo disse...

Já fui lá. E é isso tudo mesmo!