Gelato

É muito importante para a sua saúde que, quando estiver viajando pela Itália, você adeque sua dieta para incorporar um elemento vital: gelato. É a regra, não adianta discutir. Um por dia já resolve, mas a dose pode tranquilamente chegar a três, sem (grandes) efeitos colaterais. Mas, ao contrário do que a crença popular prega, há gelato ruim, e você não quer gastar seu tempo e dinheiro com esse tipo de abuso.
O primeiro sinal de qualidade é a afirmação de que o gelato ali é artigianale, ou seja, de produzione propria com matéria-prima vinda da natureza, e não de um pacotinho. Depois, olho na cor. Um gelato verdadeiro deve lembrar seu ingrediente principal. O de pistacchio, uma das coisas mais lindas jamais desenvolvidas pelo homem, não deve parecer o bronzeado do filho perdido do Hulk. Na moda e nos gelati, fuja dos neons.
A gelateria passou no teste? Então pague primeiro, escolhendo se quer no copinho, coppa, ou na casquinha, cono. E defina quantos sabores vai querer. Eles fazem caber até uns três gustti, mas eu começaria com apenas um. Primeiro porque vale dedicar um tempinho descobrindo cada sabor antes de partir para combinações pessoais (e você pode ter quantas chances quiser por dia de testar as misturas). Segundo porque a lei da gravidade também é válida para sorvetes, e você não quer passar o resto do seu passeio com manchas de chocolate no modelito.
Há sabores universais, como o supracitado pistache, gianduia (chocolate ao leite com avelãs parente da Nutella) e stracciatella (o pai do sorvete de flocos). Se o balcão não estiver muito cheio, peça para provar os menos familiares, como o zabaglione (clássico doce de gemas com vinho Marsala), e as frutas (limão, framboesa e pera e adoram a companhia de chocolate, seja ele amargo ou ao leite).
Por favor, dê uma chance ao nocciola (avelã pura, esnobando o chocolate) e cioccolato all’arancia (chocolate amargo com laranja). E, se for muito corajoso, do tipo que enfrenta leões e usa calça saruel em público, entregue-se ao cioccolato fondente extra noir.
Há um alerta que se faz necessário, infelizmente. Nunca mais você vai conseguir comer sorvete sem comparar com essa referência italiana. E isso faz a vida da gente um pouquinho mais triste no verão…

2 comentários:

Lari/Jê disse...

Ai que delíííciaaa!!!

Boa semana!
Beijão Jê!

Joana Pellerano disse...

Que bom que gostou, Jê!