Refrigerante de gente grande

Os fãs de coca-cola podem pular essa, a gente conversa semana que vem. Mas quem busca aventuras no quesito refrigerantes vai gostar. Depois de tanto bullying sofrido em meio às outras bebidas mais grandinhas, os refrigerantes saíram da sombra e brigam pelo direito de ser gourmet.
Uma leva nos Estados Unidos e na Europa aposta nas bebidas gaseificadas com paladar menos doce e mais ousado. As sodas italianas reinaram únicas no mercado por décadas, como as de laranja e limão da San Pellegrino. A concorrência espalhou-se em forma de refris de pera ou romã aromatizados com especiarias e flor de sabugueiro.
Um exemplo é o Dry Soda Co., com sabores como pepino, baunilha e ruibarbo. No sites há até dicas de harmonização: a de lavanda, vejam só, vai bem com queijos ou pato assado. Já o Grow-up Soda, ou GuS, consolidou-se nesse mercado desde 2003 com groselha negra, cranberry e grapefruit, além de versões dos refrigerantes americanos root beer e ginger ale. As duas marcas têm em comum a ausência de conservantes e colorantes artificiais, além da parcimônia no uso açúcar.
Quem não se importa com sabores bem adocicados pode apostar em bebidas locais, feitas pelo pequeno produtor no interior do Brasil, vendida a lotes limitados em locais selecionados. Coisa de Slow Food, quase. O nome? Tubaína.
Para surpresa geral, a bebida que era sinônimo de tutti-frutti a poucos centavos está sendo reposicionada. O aspecto quebra-galho da produção de fundo de quintal ganhou glamour e há, em São Paulo, um bar dedicado a seus fãs.
No Tubaína Bar tem a Gengibirra Limonge, a Arco Íris Uva, o guaraná Jesus e a peruana Inca Kola. Bom para quem quer liberar o lado “tubainer” e fazer uma degustação horizontal; identificar as notas que fazem de cada variedade uma experiência única.
Se o vinho abriu as portas para cerveja, chá, azeite e até água, nada mais justo...

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