Canadá comestível

Fotos: divulgação
Quando pensa no Canadá qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça? Se não é comida - no mínimo o delicioso maple syrup, que perde atratividade na tradução xarope de bordo - talvez seja hora de olhar com mais carinho para o norte. Falei brevemente dele na semana do Semana Mesa São Paulo, mas ainda tinha mais para contar. O governo canadense vem fazendo de tudo para chamar sua atenção, não sei se já notou. Te quer nas suas próximas férias, seja você um adulto interessado em aprender inglês, um viciado em adrenalina, um adolescente em busca de intercâmbio no high school ou a metade de um casal apaixonado.
Para agradar a todo mundo, a Comissão Canadense de Turismo criou a Signature Experience Collection, experiências turísticas que só podem ser colecionadas com o visto canadense no passaporte. Tem visitas a paisagens lindíssimas, noites em quartos-iglu, rafting, safáris com ursos, trenós com cachorros, Aurora Boreal, além de luxuosos/emocionantes/bucólicos passeios de trem/canoa/teleférico. E tem mais de comer e beber do que se pode imaginar.
O governo canadense não é bobo, e anda de olho também na nossa laia, os típicos comilões que não arrumam a mala sem antes pesquisar restaurante da moda, boteco que só os locais frequentam e guloseimas imperdíveis.
Há dois roteiros para enófilos. Lá na região dos vinhos de Ontário dá para visitar a Vinícola Inniskillin e suas videiras que aguentam frio de oito graus negativos para gerar o vinho de sobremesa Icewine e, claro, degustar diversas safras. Também é possível fazer um tour mais amplo que inclui outras quatro vinícolas e um estratégico carro com motorista.
Para os mais urbanos, há roteiros para visitar os points gastronômicos de Quebec com um legítimo franco-canadense de guia e para acompanhar chefs de cozinha ao Mercado Público de Granville Island, em Vancouver.

E o símbolo maior do Canadá, o maple syrup, também marca presença. De fevereiro a abril o roteiro Doce Natural leva para extrair delícias de bordos anciãos que moram perto de Montreal. Depois você pode descobrir que o xarope transcende as panquecas e vai bem com bacon canadense, presunto, linguiça ou tourtière, uma torta de carne da região de Quebec.
Mais versátil do que parece, assim como seu país de origem. Quem diria...



2 comentários:

wair de paula disse...

Eu encontro o maple syrup em inúmeras receitas norte-americanas - nosso produto correlato seria a glucose de milho, talvez? Mas fiquei curioso com esta tourtière...vou pesquisar.
Abs

Joana Pellerano disse...

Não, Wair, é bem diferente. O maple syrup é feito da seiva da árvore e tem um sabor bem característico. A glucose é açúcar puro, tem pouco sabor e e bem artificial. Talvez o mel seja melhor substituto do maple syrup, mas em textura, não em sabor.