Punta

A capital do Mercosul é Montevidéu, capital também do Uruguai. Mas, no verão, esse título tinha que ir para Punta del Este, que fica a cerca de 130 quilômetros da oficial. Basta olhar as placas dos carros para entender: além dos uruguaios, há argentinos e brasileiros por todos os lados.
A atração exercida pelo balneário nos vizinhos é explicada pela beleza das praias e pelo estilo de vida relajado e animado. Imagine poder acordar lá pelas 14 horas, almoçar duas horas depois, ficar na praia até às 20, 21 horas e jantar às 23, partindo em seguida para baladas que não acabam junto com a noite. Tudo isso rodeado de gente que esbanja charme, sotaque e dinheiro.
Mas tudo que é bom custa caro, então Punta custa muito. E a regra vale para tudo, do albergue ao hotel chique, do cafezinho ao jantar no point da moda. O jeito é ganhar uma graninha no cassino Conrad ou buscar alternativas para não ir à falência com sotaque.
Tem churros no Manolo (Calle 29 com Gorlero), por exemplo. Pode ser recheado com o ótimo doce de leite uruguaio, com creme ou chocolate. Pode também ser puro, minha preferência por ser menos doce mas não menos delicioso. Vale a fila.
Se você gosta da sorveteria Freddo, prepare seu coração para a Volta (Ruta 10 com Maldonado) e a Arlecchino (Gorlero, 612). Há vários sabores bons, mas o dulce de leche tentación é meu escolhido: sorvete de doce de leite misturado com doce de leite in natura. O que que eu estava falando sobre preferir coisas menos doces mesmo?
Mas tem um programa que todo mundo deve fazer, independentemente do recheio da carteira. É catar uma medialuna calientita na padaria, levar para a praia e conferir o pôr do sol mais inacreditável que eu já vi nessa vida. Além de maravilhoso, o espetáculo é de graça e diário. Quer melhor?

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