Uma caipirinha só não faz verão

Quando eu era criança acreditava cegamente que juntar coca-cola, guaraná e fanta daria um resultado bombástico: a união de três coisas boas só podia resultar em sucesso. Mas mesmo unindo essas “delícias”, a soma das partes fazia um todo sofrível.
Essa foi a minha lembrança quando li a descrição da Caipirinha de Verão do Mocotó. A casa do chef Rodrigo Oliveira foi reformada e ganhou um cardápio com novidades pontuais, escondidas no meio das outras coisas boas que já estavam ali desde antes da ex-casa do norte aparecer no New York Times.
A nova aquisição para veranistas combina cachaça, cajá, tangerina e manjericão. Dificilmente alguém além do sommelier de cachaças (cachacier?) Leandro Batista conseguiria combinar misturar com cachaça todas as coisas frescas que eu mais gosto nesse mundo. Por isso a lembrança e o consequente medo: estaria Leandro prestes a me fazer provar algo ruim no Mocotó, uma situação até então impensável?
 Mas Leandro é um tipo esperto. As duas frutas fortes amam-se de paixão e o manjericão, misto de amargor e refrescância, traz surpresas em goles alternados. E, por cinco minutos, o verão faz sentido. Esse da caipirinha do Mocotó, pelo menos.

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