Comida na Cabeça

Eu estudo alimentação dentro e fora da academia desde 2004, quando decidi fazer meu trabalho de conclusão da graduação em Comunicação Social sobre jornalismo gastronômico. O Apetite, inclusive, nasceu em 3 de junho daquele ano para me ajudar a processar a quantidade de informações que eu estava descobrindo nesse mundo novo, divertido e, infelizmente, muito mal compreendido. Na época, quando dizia que estudava o tema, ouvia coisas do tipo "ah, então você deve cozinhar muito bem!", ou "você quer abrir um restaurante?".
Quase 10 anos depois o cenário não mudou tanto quanto eu gostaria. Ainda ouço piadinhas sobre minhas (poucas) habilidades culinárias sempre que falo o que estudo, e recebo olhares incrédulos quando menciono o tema do meu mestrado, focado na relação dos consumidores com os alimentos industrializados. E, nos dois cursos que coordeno no Senac São Paulo - Gastronomia: História e Cultura e Cozinha Brasileira -, vejo alunos passando por isso o tempo todo.
É um alívio, então, quando a conversa é com eles ou com outros pesquisadores da área, como a super Maria Henriqueta Gimenes Minasse, a Marie, uma musa acadêmica que virou amiga. Em um desses papos com ela surgiu a ideia de reunir essas pessoas e a produção acadêmica a que elas se dedicam.
Nascia o Comida na Cabeça, um site para os chegados no lado acadêmico da alimentação. Lá, colocamos dicas de livros, artigos, trabalhos acadêmicos, eventos e cursos e que tenham comidas, bebidas e afins como foco. E queremos incentivar a discussão entre os pesquisadores desse campo. Se você está nessa, venha nos visitar. E prometo: ninguém vai perguntar se você sabe cozinhar.

Nenhum comentário: